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Chak, Uma nova reconstrução do Xadrez

Como vocês já devem saber, o Xadrez foi inventado na Índia e foi se espalhando para outras regiões (até a Ásia, O Oriente Médio, a África e a Europa) até conquistar o mundo. Muitos impérios foram representados pelo tabuleiro que tanto conhecemos e amamos.

Porém, no caso das Américas, o Xadrez chegou ao continente após a colonização europeia, então a Variante Europeia do Xadrez que foi adotada no continente. Mas, e se a linha do tempo fosse diferente? E se a América Pré-Colombiana tivesse se inspirado a fazer um jogo como o xadrez?

Esta é a pergunta que inspirou Couch Tomato a criar mais uma nova variante, Chak. Usando como base o Império Maia.

Todas as peças são reconfiguradas para atender à temática. O tabuleiro: O tabuleiro é 9x9, com um Rio no meio, que se torna a linha de promoção para peões e reis. Também podemos observar os templos, no qual o centro do templo se torna uma condição de vitória (se algum rei chegar no centro do templo(altar) adversário, é considerada vitória para quem conseguiu realizar o feito)

Movimento das peças: Temos peças similares à Torre e aos Cavalos, e se encontram na mesma posição que o xadrez padrão. Em Chak, recebem o nome de Serpente e Abutre (já que o Império Maya não possuía Cavalos. As llamas são mais relacionadas com o Império Inca. A civilização Maia é mais antiga, em seu período Clássico.) A segunda peça mais similar é o rei, que se movimenta como o rei do xadrez e também é suscetível a xeques e xeques-mate. Porém o rei pode ser promovido ao chegar até o rio (podendo se movimentar dois quadrados em qualquer direção, ao invés de 1). E recebe a condição de vitória já mencionada de chegar ao altar. Assim como os peões, uma vez que o Rei chega até o rio, ele não pode voltar até sua margem inicial. Visualmente, o rei promovido recebe um detalhe preto em sua coroa.


Falaremos em seguida sobre a peça que substitui o bispo na configuração inicial: O Xamã. O Xamã possui um movimento similar ao rei, porém sem andar na horizontal. O formato da peça (Ao meu ver, inspirada na ferramenta Tumi, uma ferramenta afiada utilizada em diversos campos como em sacrifícios e de maneira medicinal). O próprio Couch Tomato diz que é uma peça de baixo valor, utilizada principalmente de maneira defensiva.

O peão é similar ao peão padrão do xadrez, mas ele pode andar na horizontal.

E o peão promovido (ao chegar no rio) passa a se chamar Guerreiro (Warrior) e recebe a mesma movimentação que o Xamã, porém o Guerreiro não pode cruzar o rio até a sua margem inicial. Também recebe um detalhe preto, assim como o rei promovido.

Como é um tabuleiro 9x9, ainda temos duas peças ao lado do rei, que substituem a Dama: O Jaguar e a Quetzal. O Jaguar é considerada a peça mais forte do jogo, e possui o movimento de um rei e um cavalo.

O Quetzal é uma peça similar ao canhão de Janggi e a Dama do Xadrez padrão. Como o canhão, ele apenas movimenta ou captura se "pular por cima" de uma peça (do próprio time ou adversária). Porém, diferente do canhão, o Quetzal pode movimentar ortogonalmente ou diagonalmente. Considerada a segunda peça mais forte. E, em minha opinião, a mais interessante do jogo.

Por último, e talvez menos importante, temos a Oferta. A Oferta é uma peça que não se movimenta ou captura. Apenas fica localizada no Altar. Se você está perguntando qual é a função desta peça, além de ajudar a temática de haver uma oferta no altar, ela também pode ser utilizada para ser "pulada" pela Quetzal

Uma proposta muito interessante e "refrescante" de uma variante de Xadrez em um outro contexto.

 
 
 

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